Minha história

Relato do Nascimento de Minha Filha SOFIA



Segunda-feira, Abril 26, 2004

Nascimento de Sofia

Estava ansiosa naqueles dias, também estava com 38 semanas e 4 dias. No domingo, 14 de março, levantei mais ansiosa ainda e com dores fortes que não me davam sossego, mas Sofia estava firme e forte lá dentro. Fomos almoçar na casa de meus pais, pois naquela semana que se iniciava era aniversário do meu irmão (17-03), que estava lá também, e do meu pai (21-03). Logo após o almoço, deixei as dores de lado, estava me sentindo melhor então falei ao meu marido para irmos a loja que eu gostaria de arrumar algumas coisas. Fomos nós, trabalhar em pleno domingo. Paguei todas as contas do mês, arrumei algumas outras coisas no computador e deixei toda minha parte em ordem. Saindo dali fomos para casa. Minha barriga estava enorme, precisava descansar um pouco. No final da tarde, fomos até a chacrinha do meu sogro, pois meu cunhado estava fazendo um churrasco. Ficamos por uma hora, eu não agüentava ficar sentada e nem em pé por muito tempo, tinha que me deitar. Demos uma última passada na casa de meus pais e fomos para casa.
Como teria que ir para Ribeirão Preto, ainda no domingo arrumei as malas (minha e da Sofia), deixei o quarto dela em ordem, pois na segunda feira eu tinha ultra-som marcado para às 14:00 e consulta no Dr Ferriani logo em seguida.
Dormi, ou melhor, fiquei na cama. Nesta altura do campeonato, dormir era coisa rara.
Na segunda, levantei, me arrumei enquanto meu marido foi trabalhar. Ainda pela manhã paguei a última conta que estava pendente e verifiquei se havia algo mais. Nada, tudo certo então almoçamos, Renato colocou tudo no carro e saímos às 12:15 direto a Ribeirão.
Viagem longa, 1:30, dentro do carro. Não havia posição. Agora com 38 semanas e 5 dias, andar de carro era terrível, tudo doía, mas a vontade de chegar era maior.
Às 14:15 fui chamada para fazer o ultra-som. Dr Cristina já me esperava na sala 2. Começamos e logo ela disse que estava tudo ótimo e que Sofia ia nascer bem grande, mas um detalhe importante, a quantidade de líquido amniótico estava no limite inferior. Abrindo um parêntese, na madrugada de quinta, havia descido um líquido branco em minha perna, bem pouco, algo de 3 gotas até o joelho. Fiquei preocupada, tentei falar com o médico na quinta feira, mas não consegui, pois ele estava presidindo uma jornada ginecológica, e como não persistiu me acalmei um pouco. Na sexta-feira falei com a Iara, secretária dele, e pedi para que ele entrasse em contato comigo. Daí meia hora ele me ligou, expliquei o caso e ele disse que a quantidade de líquido era muito pouco para a bolsa ter rompido, fecha parêntese.
Com o ultra-som na mão fomos ao consultório. Às 15:00 fui chamada. Um breve bate papo e fomos ao exame. Ao fazer o toque e detectar que meu colo estava fechadinho, notou também um tipo de secreção e resolveu fazer um exame mais detalhado. Colocou aquele aparelhinho horrível e passou um remédio. Esperou um minuto e disse que achava que realmente a bolsa estava rompida e que o líquido não saiu porque Sofia estava bem baixa.
O que fazer? Cesárea!
Ao sair do banheiro onde me troquei, o parto já estava marcado para às 18:00 horas.
Foi um misto de felicidade e medo, mas minha filha estaria em meus braços em 3 horas.
Saímos dali direto para a unimed para as autorizações. Enquanto Renato desceu, eu fiquei no carro avisando meu pessoal. Meus pais, os pais do Renato e meu cunhado com minha cunhada viriam até Ribeirão (foi uma correria para todos).
Às 15:45 já estávamos na maternidade para a internação. Foi tudo muito rápido, pois o Dr Ferriani queria que, no máximo às 16:30, eu já estivesse internada. E foi assim. Subimos. Eu estava um pouco insegura, ou melhor, ansiosa, e não queria que meu marido saísse de perto de mim, mas enquanto entrei para tomar banho ele foi buscar as coisas que estavam dentro do carro e levar para o quarto e logo estávamos juntos novamente na sala de pré-parto. Ali ficamos por uma hora e meia que pareceu um dia. O Toninho, o profissional que iria tirar foto e filmar o parto, ficou um tempão conosco e parece que aí passou mais rápido.
Exatamente às 18:10 vieram me buscar. O coração bateu mais forte. Nossos familiares ainda não estavam lá, mas logo chegariam. Despedi do meu amor, que logo estaria lá dentro comigo, e entrei acompanhada de uma enfermeira.
Um longo corredor percorri para entrar na sala onde realizaria o meu maior sonho. Quando entrei, já me esperavam, o Dr Fernando ¿ Anestesista, a Telma ¿ instrumentadora, e a enfermeira. Deitei na cama, Dr Fernando primeiro colocou o soro em minha mão esquerda, logo em seguida pediu para eu me sentar e procedeu a anestesia. Raque com morfina. Em segundos minhas pernas já formigavam e logo deixei de senti-las. Deitaram me novamente e na mão direita colocaram o aparelho de freqüência cardíaca e no braço o aparelho de pressão que ligava automaticamente. Enquanto isso a enfermeira colocou a sonda e passou um líquido em toda minha barriga.
Nesta hora a sala já estava com a equipe médica completa. Meu obstetra - Dr Ferriani, o auxiliar - Dr Chaguri, o pediatra ¿ Dr Manfrim. Não posso deixar de agradecer a Deus por ter colocado em meu lado pessoas tão maravilhosas, que me trataram de uma forma carinhosa, me acalmavam a todo o momento. Obrigada a todos.
Então a cirurgia começou, mas um desespero bateu, pois meu marido ainda não estava lá. Pedi por ele e logo fui atendida. Dr Manfrim foi busca-lo e fiquei tranqüila. A partir deste momento era só aguardar. O Re ia de um lado para o outro tirava fotos junto com o Toninho e conversávamos. Foi então que Dr Fernando pediu para o Renato ir lá para frente que ela estava nascendo.
O mundo parou, todos os sons cessaram, luzes brilharam e então ouvi aquele chorinho que tanto sonhei. Nasceu! Sim minha filha tão esperada estava ali, mas a agonia de não poder vê-la ainda era enorme. Olhei para o relógio, 18:39 do dia quinze de março de dois mil e quatro, o maior sonho de minha vida estava realizado. Junto ao meu marido, Sofia veio até mim. Nós três ali, queria pegar minha filha, mas não podia, queria gritar, mas não deveria. Chorei, chorei muito e consegui dizer: "Seja bem vinda, eu te amo muito filha". Queria ficar ali por horas, mas Dr levou para os outros procedimentos. Que emoção, que coisa louca, que sensação inesquecível que senti. Felicidade plena, como somente quem é mãe pode sentir.
Daí alguns minutos, enquanto os médicos acabavam a cirurgia, para minha surpresa, eis que apareceu meu marido com nossa pequena nos braços! Ela já estava toda embrulhadinha em um pano branquinho, como um anjo. A colocou ao meu lado e ali senti, a senti em meu rosto, pele com pele, e uma tranqüilidade enorme tomou conta de mim. Mas ela tinha que ir, ainda não poderia ficar comigo, mas logo, logo estaria ao meu lado, em meu seio para eu poder continuar alimentando.
E assim ela foi, foi mais voltou, voltou para não mais sair da minha vida, ou melhor, de nossas vidas.
Devo agradecer a Deus pelo presente tão maravilhoso, tão especial que nos deu.
Agradecer a todos que ali estiveram presentes e fazem parte deste momento, o mais especial de minha vida!

Eu e meu marido aguardando nossa filha.


Dr Fernando , o anestesista . Não deixou que eu sentisse dor em momento algum.


Dr Ferriani o meu obstetra, a direita e Dr Chaguri , o Auxiliar. Eles trouxeram minha princesa a este mundo.


Minha princesa chegando !!!!


Enfim pude ver minha princesa!!!


Dr Manfrin cuidando da minha pequena.


Papai com Sofia pela primeira vez!!!


Apresento a vocês minha família!!! Papai Renato , Mamãe Cinara e Princesa Sofia !!!

postado por: CINARA MICHELETTI 4/26/2004 06:40:03 PM

Fico muito feliz com seu recado.



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